Rubem Braga: um escritor combativo

RubemBraga_umEscritorCombativo
RUBEM BRAGA: UM ESCRITOR COMBATIVO. A outra face do cronista lírico
Rio de Janeiro: Editora Booklink, 2013
223 páginas
R$ 34
Tel: (71) 9153-4908
Tel: (21) 2265-0748
carlos.jribeiro@terra.com.br
Vídeo: Estudo inédito sobre o cronista Rubem Braga

Rubem Braga: um cronista com dicção poética (ou com alma de poeta)
Lançamento do livro Rubem Braga: um escritor combativo
Lançamento de Rubem Braga: um escritor combativo
O cronista no front: a crítica social em Rubem Braga
O cronista no espelho

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APRESENTAÇÃO
Neste livro se recupera a face mais ignorada e convenientemente esquecida de Rubem Braga, redimensionada agora por Carlos Ribeiro com raro senso de medida. Ao detalhar vasta matéria ainda esparsa em periódicos não raro obscuros e quase inacessíveis, expõe Carlos Ribeiro a dívida imensa que acumulamos com nosso maior cronista. Ou seja, é preciso preservar-lhe o extraordinário legado para que, nele, possamos nos reconhecer e reconstruir o que fomos e somos. É esse o desafio dialético de Carlos Ribeiro, na primordial intenção de nos transmitir um perfil mais fiel do nosso povo e do escritor que o interpretou. E o interpretou como poucos, abismado em seus próprios conflitos, suas inadequações, suas instabilidades, seus acertos e até mesmo seus eventuais equívocos sem remissão no cambiante território do passado. E teve consciência o autor deste livro que a releitura do passado com as convicções do presente seria esforço equivocado e inútil. O caminho percorrido aqui é bem outro.
Ora, em cerca de seis décadas Rubem Braga denunciou, sempre com muita coragem e clareza de propósitos, as numerosas injustiças e os não menos numerosos descalabros políticos e sociais que em grande parte ainda nos acompanham e afligem. Combativo e antecipatório, nosso cronista nunca deixou de colocar os pingos nos is em assuntos da ordem do dia: regimes totalitários, conservadorismos, inclusive os religiosos, desmandos empresariais e outros crimes brasileiros. É uma “outra face do cronista lírico” que se desenha, isto é, o cronista político ou, por vezes, o escritor social franco-atirador. Uma “outra face” até hoje negligenciada talvez porque o próprio Braga se reconhecia sem ambições políticas: “Sou, eu por mim, um pobre repórter e cronista que vive de escrever e não tem a menor ambição política.” Conforme anota Carlos Ribeiro, “tais características da crônica bragueana parecem ser estranhamente desconhecidas por críticos e historiadores da literatura brasileira, que insistem em minorar ou mesmo negar o perfil combativo do velho urso.”
Paira sobre tudo isso a posição bem definida, e até certo ponto, determinante, que Rubem Braga teve na imprensa brasileira do século XX. Sim, porque toda a sua atuação foi marcada pela busca de um Brasil mais decente e menos ignorante de seus maiores problemas. Um país que Carlos Ribeiro soube aqui capturar “em constante estado de transformação” por meio do soberbo material que nos legou o repórter incansável e irônico que foi Rubem Braga.

André Seffrin
Rio, abril de 2013.

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SUMÁRIO

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INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 – REVENDO BRAGA

1.1 UM OLHAR RENOVADO

1.2 OLHARES SOBRE O CRONISTA

CAPÍTULO 2 – O CRONISTA E SUA LINGUAGEM

2.1 UM ARTESÃO ILHADO

2.2 A CRÔNICA POR OUTROS ÂNGULOS

CAPÍTULO 3 – O CRONISTA E SEU TEMPO

3.1 CONTEXTO HISTÓRICO: AS ORIGENS

3.2 DESCRENÇA NA PALAVRA

CAPÍTULO 4 – FRENTES DE COMBATE: O CRONISTA NO FRONT

4.1 O TERRENO DAS BATALHAS

4.2 PRISÕES E ARBITRARIEDADES

4.2 CENSURA E PRIVILÉGIOS

4.3 CULTURA E COSTUMES

4.4 ÁRVORES E SIDERÚRGICAS

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