Editorial

Nesta edição Iararana amplia seu intercâmbio literário, reunindo alguns autores e tradutores brasileiros e italianos num dossiê bilíngüe, com poesia, ensaio e ficção. O dossiê traz textos dos poetas italianos Sandro Penna, Rina Sara Virgillito, Marina Mariani, Alessio Brandolini, Pietro Spataro, Sergio Romanelli e Prisca Agustoni, ao lado dos brasileiros Lêdo Ivo, Carlos Nejar, Helena Parente Cunha, Vera Lúcia de Oliveira e Ricardo Vieira Lima. Além disso, publica alguns excertos bilíngües de Il paradiso terrestre (O paraíso terrestre), romance do italiano Sergio Campailla, seguido de um posfácio de Maria Eugenia Galeffi, tradutora da obra para o português. Para completar, um artigo da italiana Antonella Rita Roscilli sobre a obra da brasileira Zélia Gattai. A revista circulará no Brasil e na Itália, tentando contribuir para uma maior aproximação entre autores e obras de ambos os países.

A seção Entrevista traz um rico depoimento de Boris Schnaiderman sobre a literatura russa após a Glasnost, seu trabalho de tradutor de obras russas para o português e do seu livro, Os escombros e o mito (2007), sobre a cultura e o fim da União Soviética. A seção Especial faz uma homenagem a Guido Guerra (1943-2006), com textos de Cid Seixas e Isadora Guerra, além de um conto do saudoso escritor baiano. Em Destaque, encontra-se a entrevista que o escritor Mayrant Gallo faz com Renata Belmonte. A contista fala sobre seu processo de criação e destaca aspectos de alguns contos de seus livros premiados. Um conto da autora dá pistas ao leitor sobre o seu estilo de narrar.

A poesia está representada também por Ruy Espinheira Filho, Damário Dacruz, Edimilson Pereira, Cleise Mendes e Luis Antonio Cajazeira Ramos. Na ficção comparecem Lima Trindade e Carlos Eugênio Junqueira Ayres. A seção Resenhas e a Estante apresentam obras recentes, com avaliações críticas e informações gerais. Na seção Arte, destaca-se a o artista plástico Fernando Oberlaender, cujo traço e estilo percorrem a revista, em ilustrações que não apenas dão plasticidade e movimento às páginas, mas interagem com os textos de maneira expressiva e harmônica.

Assim, Iararana 13 confirma o nosso objetivo de fomentar o diálogo e o encontro, ampliando situações e possibilidade de maior intercâmbio, para que a nossa produção literária se insira em círculos mais amplos de interesse e de leitura.

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